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Rendas aumentam em 2018: o que saber?

Publicado em 29 agosto 2017 à 11:00

O ano de 2018 é sinónimo de maior despesa para aqueles que têm atualmente casa arrendada, já que o Instituto Nacional de Estatística estima que as rendas vão sofrer um aumento na ordem de 1,1%. Milhares de famílias e empreendedores serão afetados por esta atualização, problema que poderá ser debelado com uma consolidação de crédito ou a ativação de outras ferramentas na atividade de crédito de cada afetado. Contudo, há muita informação a apreender e várias nuances a ter em conta aquando da análise deste aumento de rendas.

Antes de mais, interessa saber que esta atualização deve ser comunicada por carta com um prazo mínimo de 30 dias e que o aumento só poderá ser feito após o contrato arrendatário atingir um ano de vigência. Para além disso, esta atualização não é obrigatória, já que o senhorio e o inquilino têm liberdade para negociarem o modo e data de atualização. Caso a atualização seja aceite pelo inquilino, este não necessita de responder ao senhorio. Em caso de discórdia, o inquilino deverá responder num prazo inferior a 30 dias, alegando idade superior a 65 anos, grau de deficiência superior a 60%, carência financeira ao nível de crédito ou recusa do valor patrimonial do imóvel. 

Para além do desiderato, os contratos datados antes de 1990 conjeturam uma situação diferente, uma vez que, através do NRAU, aconteceram já alterações em 2012. Também os arrendamentos celebrados antes de 1967 estão protegidos por um expediente especial, que será definido pelo INE e que diz respeito a um número residual de casos. O valor da renda é atualizado no mês em que o contrato é acordado ou, consoante os casos, em janeiro próximo. De recordar que este é o maior aumenta de rendas desde 2013, resultando num valor de cinco euros numa renda de 500 euros. A tendência nas grandes cidades aponta claramente para um acréscimo no valor das rendas, o que tem de preocupar todos aqueles que residem ou pensam residir em cidades como o Porto ou Lisboa.
O caminho parece passar cada vez mais pela consolidação de crédito junto das entidades bancárias, garantindo assim um equilíbrio eficiente no orçamento familiar.