Nestes últimos anos as condições de vida dos portugueses melhoraram claramente.
No entanto, há disparidades regionais: o rendimento bruto disponível das famílias não é o mesmo em todas as regiões.
Sem ter em conta a inflação, o rendimento disponível das famílias passou de 102€ em 1970 para 8000€ em 2001 (fonte Banco de Portugal).
Há igualmente desvios importantes em relação aos outros países da União Europeia.
O aumento do rendimento das famílias provocou o crescimento da parte do consumo no PIB; passou de 68% em 1970 para 73% em 2003.
Até aos anos 70, os portugueses poupavam uma parte crescente do seu rendimento.
Depois destes anos a tendência inverteu-se a favor das despesas de consumo.
A taxa de poupança passou assim de 30% em 1972 para 12% em 2001.
Também se observa uma modificação na estrutura das despesas familiares.
As várias “categorias”do orçamento evoluíram:
- A parte dos produtos alimentares diminuiu, passando de 45% em 1973 para 22% em 2000.
- A parte das despesas para vestuário também diminuiu, passando de 9 para 7%.
- A parcela do “alojamento” aumentou passando de 14 para 20%.
- As parcelas dos transportes e das comunicações também se reforçaram, nomeadamente com o desenvolvimento da telefonia móvel, o acesso à Internet, etc.
Apareceram novas necessidades, o que obrigou os consumidores portugueses a reexaminar a sua distribuição orçamental ou muito simplesmente a deixar que estas novas parcelas de despesas fragilizassem o equilíbrio orçamental.