A concessão demasiado fácil dos créditos ao consumo, do tipo crédito renovável, é muitas vezes acusada de estar na origem das situações de sobreendividamento.
É verdade que muitas pessoas que se encontram confrontadas com uma situação financeira difícil, recorrem ao crédito renovável para pagarem as suas despesas: renda, impostos, facturas e assinaturas diversas.
O crédito renovável é muitas vezes apresentado como uma simples facilidade (“reserva de dinheiro”, “facilidade de pagamento”, etc.) e já não como um empréstimo.
A multiplicação intempestiva dos anúncios de publicidade a favor dos diferentes tipos de crédito, assim como as operações promocionais ligadas ao pagamento por cartão nas lojas, desempenham o seu papel no desenvolvimento do sobreendividamento.
É por isso que a informação sobre a solvabilidade de um candidato a empréstimo se torna importante.
Há por conseguinte vários meios de recolha de informações:
- consulta dos ficheiros positivos e negativos
- em directo, pedindo ao candidato que declare as suas responsabilidades de crédito
- consulta dos ficheiros internos
- recurso ao crédito scoring.
Certos bancos têm vantagem sobre as instituições de crédito especializadas graças à gestão da conta corrente e dos encargos do crédito imobiliário do candidato ao empréstimo.
O crédito scoring é um procedimento informático que permite avaliar o risco de insolvência de um potencial cliente.
O crédito scoring assenta numa fórmula de cálculo das capacidades de endividamento dos particulares, tendo em conta o grau de fiabilidade das informações que fornecem.
A avaliação do risco de insolvência determina em seguida a taxa de juro que permite cobrir o risco.
Não existe direito ao crédito; cada estabelecimento bancário é livre de conceder o empréstimo que é pedido ou não.