A Cofidis dispõe de um instrumento dedicado à observação do crédito ao consumo em Portugal e nos países europeus, permitindo analisar as especificidades locais.
- no início do ano 2000: o consumidor alemão está a frente dos utilizadores de créditos ao consumo. O consumidor alemão é igualmente o que pede mais dinheiro emprestado, nomeadamente devido a um nível de vida elevado. Os alemães diversificam as formas de crédito que utilizam.
- Os consumidores belgas utilizam pouco o crédito ao consumo, e recorrem nomeadamente ao crédito para dois tipos de despesas: obras no seu alojamento e compra de um veículo. O consumidor belga parece bastante conservador na sua relação com o dinheiro.
- refractário durante muito tempo, o consumidor espanhol utiliza cada vez mais o crédito ao consumo e nomeadamente o consumidor com menos de 35 anos. O consumidor espanhol é multi-detentor, e é receptivo às inovações que tenham a ver com a área financeira (tais como os bancos à distância).
- O consumidor francês situa-se na média europeia, continua a ser prudente e é muito protegido por uma legislação estrita em matéria de crédito ao consumo.
- O consumidor inglês consome a crédito e utiliza regularmente o descoberto bancário. Os subscritores são geralmente jovens e contraem facilmente créditos junto das grandes lojas. Na Grã-Bretanha, o mutuário pode ser uma sociedade comercial; não é necessário ter estatuto de instituição de crédito.
- O consumidor italiano é ligeiramente atípico: é mais masculino e mais idoso que os outros consumidores europeus. O mercado do crédito ao consumo italiano desenvolve-se sob o impulso das sociedades financeiras e o consumidor italiano não hesita em recorrer ao crédito para despesas ocasionais (regresso às aulas, etc.) tendo em vista amenizar o seu orçamento.
- O consumidor português recupera o seu atraso em matéria de recurso ao crédito ao consumo. As consumidoras portuguesas são mais numerosas do que os seus homólogos masculinos. O consumidor português é também muito jovem na sua maioria e a percentagem de utilizadores de crédito permanente ultrapassa a percentagem de utilizadores das outras formas de crédito. O consumidor português é receptivo às inovações na área financeira, quer seja o porta-moedas electrónico ou o autómato bancário.
O titular de um empréstimo europeu tem certamente características comuns de país para país, mas cada país influencia o recurso ao crédito de forma diferente, em função do quadro regulamentar, do património cultural, etc.